quinta-feira, 26 de abril de 2012

NÃO BASTA 'ESVERDEAR' A ECONOMIA” . ENTREVISTA COM MARINA GROSSI

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 Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
NÃO BASTA 'ESVERDEAR' A ECONOMIA” . ENTREVISTA COM MARINA GROSSI

Dirigente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável diz que a economia verde exige que todo o sistema de produção seja repensado

"É necessário que, no futuro, uma redução do PIB acompanhada do aumento da qualidade de vida possa ser considerada um sucesso. Hoje, é vista como uma falha do governo. Para mudarmos essa realidade, a sociedade deve compreender e acompanhar os fatores que contribuem para a satisfação e a felicidade das pessoas, possibilitando a empresas e governantes experimentarem várias formas de tornar acessível a todos na sociedade um estilo de vida sustentável, lidando igualmente com as metas de desenvolvimento humano e bem-estar"

Principal articuladora do setor privado brasileiro no processo da Rio 20, Marina Grossi procura olhar além das restrições que transparecem nas negociações políticas em torno da declaração final da conferência. “Prefiro associar o desenvolvimento sustentável a grandes oportunidades, não só de negócios, mas também de felicidade para as pessoas”, diz. Marina atuou nas negociações do Protocolo de Kyoto, representou o G77 mais China na área de Mecanismo Financeiro, foi assessora do Ministério da Ciência e Tecnologia e fundou a Fábrica Éthica Brasil onde lançou a iniciativa “Carbon Disclosure Project”. Depois, como coordenadora da Câmara do Clima no Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), ajudou a trazer para o Brasil o “GHG Protocolo”, a ferramenta mais usada para medir as emissões de gases de efeito estufa. Atual presidente executiva do CEBDS, organização com status consultivo junto às Nações Unidas, participou da conferência de alto nível realizada na Holanda com o setor de negócios e indústria para a Rio 20, na primeira quinzena de abril. De lá, respondeu por email à seguinte entrevista ao site de VEJA:

Como as empresas esperam contribuir na transição para a chamada economia verde?
O holofote que a Rio 20 está jogando sobre a economia é muito importante, porque estimula o setor produtivo a entrar na discussão. O setor produtivo não enxerga a economia verde como uma alternativa ao desenvolvimento sustentável. Não se trata de “esverdear” a economia, mas de repensar o modelo de produção. O termo “economia verde” pressupõe que o crescimento econômico e a responsabilidade ambiental trabalhem juntos, se fortalecendo e apoiando o desenvolvimento social. Ou seja, falamos de uma economia que deve resultar em melhor qualidade de vida, desenvolvimento social e redução de riscos ambientais e demanda sobre recursos ecossistêmicos escassos.

O relatório Visão 2050 do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) estima que o mercado voltado para a economia verde possa chegar a 1,5 trilhão de dólares em 2020 e até 10 trilhões de dólares em 2050 – considerando-se os preços atuais. Entre as oportunidades de negócios, pode ser destacada a tecnologia de informação e pesquisa e desenvolvimento para aperfeiçoar sistemas públicos como o abastecimento de água, ou a coleta de esgoto. Nos sistemas de produção, o objetivo deve ser cuidar do ciclo de vida completo de materiais – desde a produção até o descarte. Dentro da economia verde, plantar árvores, aumentar a bioprodutividade das florestas, recuperar áreas degradadas e evitar o desmatamento vão contribuir para o desenvolvimento através de pagamentos por serviços dos ecossistemas.

Que impacto teria sobre o setor privado a adoção de um índice medidor de progresso que considere também a qualidade de vida?
É necessário que, no futuro, uma redução do PIB acompanhada do aumento da qualidade de vida possa ser considerada um sucesso. Hoje, é vista como uma falha do governo. Para mudarmos essa realidade, a sociedade deve compreender e acompanhar os fatores que contribuem para a satisfação e a felicidade das pessoas, possibilitando a empresas e governantes experimentarem várias formas de tornar acessível a todos na sociedade um estilo de vida sustentável, lidando igualmente com as metas de desenvolvimento humano e bem-estar. Outra medida importante é considerar que os recursos naturais "prestam serviços" à economia. Ou seja, na natureza o valor de troca ou venda de um recurso não pode ser definido apenas pela medida de utilidade que este recurso tenha. Isso tem que ser traduzido em preços aceitos mundialmente.

No tema da segurança alimentar, as empresas são criticadas pelas ONGs, que as acusam de serem oportunistas ao aderir à pauta do incentivo ao uso de novas técnicas agrícolas – por exemplo, as sementes transgênicas - para aumentar a produção e a qualidade dos alimentos. Qual é o ponto de vista do setor privado?
As empresas tentam trabalhar na melhoria da logística de distribuição dos alimentos. Dados do Instituto Akatu indicam que perto de 44% do que é plantado se perde na produção, distribuição e comercialização. Com mais 20% de perdas no processamento culinário e hábitos alimentares, as perdas totalizam 64% em toda cadeia.
As pesquisas agrícolas desenvolvidas são fundamentais para garantir a oferta de alimento adequada no futuro sem gerar externalidades negativas aos ecossistemas. Dentre os principais desafios para que o setor mantenha um desempenho positivo no Brasil, vale ressaltar que é necessário um conjunto de políticas estruturais e assistenciais, que ataquem principalmente os grandes problemas de desigualdades regionais e de renda.

O CEBDS lidera um esforço em prol de uma agricultura sustentável, envolvendo as empresas para que percebam que a sobrevivência delas depende da conservação da biodiversidade. É nosso papel promover uma agricultura de baixo carbono, que trabalhe para aumentar a produtividade sem expandir a área plantada, garantir o uso eficiente dos recursos hídricos, incrementar a pesquisa e desenvolvimento agrícola, treinar agricultores e ampliar as variedades de culturas, entre outras tarefas.

Está também na mesa uma grande discussão sobre privatização do saneamento básico.
Apesar do Plano Nacional de Recursos Hídricos reforçar a responsabilidade do poder público quanto ao saneamento e tratamento de esgotos, as empresas têm muito a contribuir com desenvolvimento tecnológico, tecnologia da informação e investimentos em parcerias público-privadas. As empresas têm responsabilidade com a pegada hídrica: a água é um bem que precisa ser valorado devidamente para que o setor empresarial insira este custo no valor de seus produtos e façam o uso adequado deste recurso, investindo na redução do uso, reciclagem e reposição e na proteção, recuperação e conservação das nascentes.

Indo além na questão, o marco institucional legal brasileiro é suficientemente robusto no ponto de eficiência hídrica: de fato, mais que um simples cumprimento legal de suas obrigações, as empresas – em especial as maiores, intensivas em uso da energia, indústria de transformação, alimentos e afins, e de escopo nacional – vão além, por já terem percebido que a eficiência no uso da água em seus processos industriais é um pressuposto caso queiram manter a competitividade.
Sobre a gestão de oceanos, discute-se a cobrança de pedágio para uso dos mares - como as empresas se posicionam, já que isso poderá encarecer frete de produtos, por exemplo?
Essa discussão é muito recente, especialmente no Brasil. As empresas ainda não se posicionaram conjuntamente quanto a isso. Um documento próximo à discussão foi emitido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) nas últimas duas últimas conferências do clima (2010 e 2011).

As empresas são a favor da expansão do uso de energia renovável? Há mercado no Brasil?
Entre 2000 e 2010 constatou-se um aumento de 42% na demanda de energia no Brasil. O consumo per capita de energia no país, entretanto, ainda é baixo quando comparado com os dos países europeus de clima semelhante, como Itália e Portugal. Portanto, apesar de quase metade (45%) da matriz energética brasileira energia proveniente de fontes renováveis, o país terá que ampliar sua matriz energética para suprir o rápido crescimento da demanda, proporcional ao aumento da população e atividade econômica. O país visa manter sua posição de liderança em sustentabilidade energética, portanto, deve preservar a proporção de renováveis na matriz considerando o crescimento esperado. Consequentemente, existe sim um grande mercado para energias renováveis. Esse mercado é justamente complementar à energia hidrelétrica. A tendência futura é ir substituindo a construção de térmicas por energias complementares à hidrelétrica, como a biomassa, a eólica (principalmente) e a solar.

As empresas têm enorme influência nas emissões de carbono. Como se comportam quando se toca na questão de influenciar os consumidores a comprar de quem emite cada vez menos, como pressupõe a plataforma europeia para a Rio 20?
Antes de tudo, uma correção necessária: o setor empresarial brasileiro tem, sim, alguma influência no total de emissões de carbono nacional, porém esta longe de ser enorme. Proporcionalmente, o setor empresarial emite, ao todo, apenas 1/10 da soma nacional, muito atrás de nossos principais emissores – desmatamento e uso do solo. Ressalva feita, isso não significa que as empresas brasileiras não terão que arcar com algum ônus da mitigação das mudanças climáticas: o Plano Setorial da Indústria da Política Nacional de Mudanças Climáticas estipula que os setores que mais têm influência no total de emissões deverão reduzi-las em 5% com base em uma curva potencial de crescimento até 2020. Dessa maneira, uma das estratégias igualmente vantajosa para as empresas e para o país como um todo é estabelecer diferenciais (como selos de eficiência energética, produto de baixa emissão etc.) a fim de indicar ao consumidor tal diferença – poucos sabem, mas as indústrias do plástico e cimento do Brasil são exemplos de liderança mundial em redução de emissões. Isso vem também, é claro, de uma política educacional de base sólida e que ao mesmo tempo enalteça essa preferência por produtos de baixo carbono e esclareça que, por vezes (como nos casos citados), produtos nacionais, ainda que potencialmente um pouco mais caros, são de melhor qualidade e de menor impacto ao meio ambiente que os produtos importados.

Um tema forte da Rio 20 tem sido a possível criação de uma agencia ambiental mundial para regular uso de recursos naturais: como as empresas compreendem um cenário que poderá até criar barreiras protecionistas, novas modalidades de multas ambientais, entre outros aspectos?
Costumamos nos deparar com uma ideia popularmente aceita de que, para as empresas, quanto menos governo, ou quanto menor a regulamentação, mais positivo é o cenário e o crescimento econômico. Porém, o resultado de um mundo com governança financeira e multilateral fraca tem causado um histórico de crescimento alternado por crises econômicas, escalamento das tensões sociais e aumento dos riscos ambientais. A governança atual trata mal a abrangência, magnitude e urgência dos nossos desafios sistêmicos. Estabilidade e regras claras são requisitos básicos para o crescimento e sobrevivência dos negócios. A definição da estrutura organizacional internacional para gerir os temas deverá ser acordada entre os países. O importante é que o resultado seja uma estrutura multilateral que contemple as três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental, e que tenha o poder e a agilidade necessária para auxiliar e acelerar na mudança em direção a um mundo mais sustentável.

As empresas são simpáticas à criação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável?
Achamos importante que seja aprimorado o processo para o estabelecimento das novas metas, garantindo a participação do setor empresarial, para que os objetivos sejam audaciosos, mas realistas e de fato sejam cumpridos. Esperamos metas claras, significantes, com bases científicas e mensuráveis, como o primeiro passo para uma política de longo prazo. As metas do protocolo de Quioto e os Objetivos do Milênio são exemplos de processos de construção bem sucedidos, com métricas e prazos estabelecidos. As metas norteiam as ações das empresas, governos e sociedade civil ao mesmo tempo em que nos permitem verificar nosso progresso e, conforme necessário, corrigir estratégias. Os grandes benefícios de objetivos claros é que, além de promoverem alinhamento entre diversos setores da sociedade, reduzem a incerteza e risco e promovem o diálogo entre as partes. O setor empresarial acredita que objetivos e metas tornam a nossa economia mais eficiente.

RIO 20: ESPECIALISTAS COBRAM CÁLCULO DO IMPACTO AMBIENTAL DA CÚPULA

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http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2012_04_26&pagina=noticias&id=07289


 Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
RIO 20: ESPECIALISTAS COBRAM CÁLCULO DO IMPACTO AMBIENTAL DA CÚPULA

Organização da Rio 20 diz que está estudando métodos para fazer a estimativa e planeja meios de reduzir danos

Viagens de avião devem ser maior fonte de emissão de gases-estufa durante a conferência das Nações Unidas

Organizada para obter avanços em direção ao desenvolvimento sustentável, a Rio 20 traz em si uma amostra do desafio que os países têm pela frente.

Apesar das iniciativas para tornar a conferência da ONU mais sustentável, os impactos ambientais serão grandes - e o fato de o comitê organizador ainda não ter divulgado uma estimativa deles preocupa especialistas.

"Uma conferência como essa tem milhões de impactos, a começar pelas emissões [de gases-estufa], passando pela questão da mobilidade urbana, do uso de energia e da água", diz Marco Fujihara, diretor do Instituto Totum, que presta consultoria na área. "Isso já deveria estar quantificado."

Para Fujihara, a divulgação dessas informações mostraria aos governos que há um "vácuo" na adoção de ações rumo a uma economia de baixo carbono. Na avaliação dele, porém, não há interesse em fazer essa conta "porque vai ficar ruim para os governos, principalmente o brasileiro".

O comitê nacional de organização da Rio 20, no entanto, diz que fará o cálculo da chamada "pegada de carbono" - a quantidade de gases-estufa que o evento vai emitir. Segundo o órgão, técnicos trabalham na definição do método a ser usado.

O comitê afirma ainda que está adotando medidas para tornar o encontro mais sustentável. As providências vão desde o uso de veículos com biocombustível até a inclusão de critérios de sustentabilidade nas licitações.

O Riocentro, sede da conferência, também investe na melhoria da sua estrutura. As 6.408 lâmpadas estão sendo substituídas pela tecnologia LED, que consome menos energia. A troca, porém, só será concluída em 2013.

O telhado de amianto, que na Eco-92 deixou ambientalistas chocados -a substância é proibida em dezenas de países porque inalar suas fibras traz risco de câncer-, foi substituído em 2006.

CRÉDITOS DE CARBONO

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou a entrada em operação da BVRio (Bolsa Verde do Rio). Segundo ele, empresas que participarão da Rio 20 já mostraram interesse em comprar créditos de carbono para compensar suas atividades. Com isso, vão gerar recursos para projetos de redução das emissões.

Ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo diz que as viagens aéreas dos participantes devem responder pela maioria das emissões de gases-estufa no evento. Segundo ele, uma viagem de ida entre Europa e Brasil emite uma tonelada de CO2 equivalente (unidade de medida desses gases).

Essa é a quantidade máxima que, em 2050, cada um dos estimados 9 bilhões de habitantes deverá emitir em um ano inteiro para evitar que o aquecimento da Terra se agrave. Hoje, segundo Azevedo, a emissão per capita é de 7 toneladas de CO2.

"Transformar essa realidade vai exigir formas novas de fazer as coisas", diz, citando até o uso de hologramas (como o do rapper Tupac Shakur, morto em 1996, usado para fazer um "show" neste mês nos EUA) para substituir deslocamentos. Iniciativas como essa, diz Azevedo, podem contribuir para que conferências sobre sustentabilidade sejam de fato sustentáveis.

AMBIENTALISTAS PEDEM QUE GOVERNO EVITE RETROCESSO NA RIO 20

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http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2012_04_26&pagina=noticias&id=07283


 Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
AMBIENTALISTAS PEDEM QUE GOVERNO EVITE RETROCESSO NA RIO 20
Um grupo de acadêmicos, ambientalistas, parlamentares e ex-ocupantes de cargos públicos defendeu nesta quarta-feira, em São Paulo, que o governo adote uma ação mais atuante na definição de políticas públicas a serem apresentadas na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20, em junho próximo.

Em documento apresentado na Faculdade de Economia da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), os 17 integrantes do grupo alertaram que "há um elevado risco de que a Rio 20 seja não apenas irrelevante, mas configure um retrocesso".

Entre as propostas, está a de que o país deve adotar um conjunto coordenado de políticas públicas, na agenda de transição para a chamada economia verde ou de baixo carbono. Para isso, o grupo sugere a adoção de um sistema de vantagens competitivas associadas a esse processo, ao mesmo tempo em que sejam desencorajadas iniciativas que caminhem em direção oposta.

"A prioridade à transição para uma economia de baixo carbono deve se traduzir em medidas de políticas industriais, de transportes, energética, agropecuárias, comerciais e de inovação e em instrumentos de política que favoreçam investimentos sustentáveis", assinala o grupo no documento sob o título Rio Mais ou Menos 20?.

À frente desse movimento, Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente e ex-secretário geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), observou que "o Brasil foi o autor do primeiro grande projeto de economia verde, o etanol, mas ficou só nisso". Para ele, há falhas no Código Florestal em discussão no Congresso Nacional como, por exemplo, a ausência de medidas de estímulo ao plantio de florestas.

Segundo Ricupero, o grupo vai buscar adeptos e interessados em propor sugestões a serem adotadas pelo governo na conferência, por meio da internet. Cópias do documento também estão sendo encaminhadas às autoridades públicas.

Na avaliação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, essa é uma oportunidade de o Brasil dar o exemplo de condutas para permitir o crescimento econômico sem comprometer o ecossistema. Para ela, como anfitrião, o país deveria liderar um movimento de criação de um organismo no âmbito das Nações Unidas (ONU) especialmente voltado para as questões ambientais, à semelhança das organizações mundiais na área de comércio e saúde.

A ex-senadora Marina Silva, que assina o documento, o Brasil "não pode sair dessa conferência menor do que (saiu) na Rio 92", disse, ressaltando alguns avanços que resultaram daquela conferência, realizada também no Rio de Janeiro, há 20 anos, tais como o das metas estabelecidas para a redução das emissões de gás carbônico e o de medidas que levaram a uma redução de 80% no desmatamento.

Já o físico José Goldemberg, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia do governo federal, criticou o encaminhamento das discussões em torno da Rio 20, dizendo que elas estão deixando de lado as mudanças climáticas.

Para ele, ao ignorar os efeitos de uma economia fundamentada na depredação dos recursos naturais, a sociedade está contribuindo para aumentar os riscos da vida na terra. Segundo o físico, nos últimos 30 anos, subiu de 400 para 600, por ano, o número de eventos associados ao "pouco caso com o meio ambiente", entre eles os deslizamentos de terra de Teresópolis, no Rio de Janeiro, a seca e as inundações em países asiáticos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CARTA DOS POVOS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO





CARTA DOS POVOS INDIGENAS E QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO


DOCUMENTO 1: resposta à PEC 215

Cuiabá, 17 de abril de 2012.

A Presidência da Republica Federativa do Brasil
Ao Congresso Nacional
A Comissão de Constituição e Justiça – CCJ
A Assembléia Legislativa de Mato Grosso
A Organização das Nações Unidas – ONU
A Organização dos Estados Americanos - OEA
A Fundação Nacional do Índio- FUNAI
Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA
Ao Ministério Público Federal
As Organizações da Sociedade Civil – ONGs

Ao Povo Brasileiro

CARTA DOS POVOS INDIGENAS E QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO


Nós povos indígenas e quilombolas presentes no Encontro dos povos indígenas e quilombolas de Mato Grosso – Direitos ameaçados e resistência,discutimos o Projeto de emenda constitucional – PEC n. 215 - denunciamos e repudiamos esta proposta pelos seguintes motivos:

1- A PEC 215 fere os nossos direitos garantidos na Constituição Federal de 1988. Os artigos 231 e 232 constituem direitos individuais e coletivos dos povos indígenas e quilombolas, em virtude disso são cláusulas pétreas, ou seja, não são passíveis de reforma constitucional;

2- Na Constituição Federal de 1988 o Estado Brasileiro, firmou o compromisso de demarcar todas as Terras Indígenas dentro de cinco anos. No entanto, o Estado Brasileiro encontra-se em divida com os povos indígenas a pelo menos 19 anos;

3- A PEC 215 viola a Convenção 169 da OIT;

4- A PEC 215 prejudicará a população quilombola e indígena ameaçando os decretos 4887/2003 e 1775/1996, que trata da demarcação das Terras quilombolas e indígenas, respectivamente, fazendo com que critérios que envolvem estudos técnicos/científicos, participação das comunidades e manifestações do poder executivo se submetam exclusivamente à vontade e morosidade política;

5- A demarcação das terras das comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas representa a salvaguarda de nossa identidade cultural, simbólica e material, além de garantir a nossa sobrevivência física;

Por todos esses motivos NÃO ACEITAMOS A PEC 215.

Denunciamos e repudiamos a PEC 215, porque ela vem destruir, desmontar, ferir e retroceder os direitos historicamente conquistados pelos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outras populações tradicionais, povos com os quais o Estado Brasileiro tem uma divida histórica e que já suportaram muitas violências aguardando a efetivação dos seus direitos territoriais.

Por isso, EXIGIMOS que em virtude de sua inconstitucionalidade, do retrocesso e ameaça que representa para os direitos dos povos indígenas e quilombolas a PEC 215 seja DEFINITIVAMENTE ARQUIVADA.

.......................................

CARTA DOS POVOS INDIGENAS E QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO

DOCUMENTO 2: proposta para Rio20 e Cúpula dos Povos




TERCEIRA ETAPA - CICLO DE DEBATES
INDÍGENAS E QUILOMBOLAS

Cuiabá: 16-8 de abril de 2012


Nós povos indígenas, quilombolas, articuladores e demais presentes no Encontro dos povos indígenas e quilombolas do Mato Grosso – Direitos ameaçados|resistência, realizado entre os dias 16 a 18 de abril de 2012, na Universidade Federal de Mato Grosso apresentamos nossos posicionamentos políticos em dizer NÃO a quaisquer Projetos de Emendas Constitucionais (PEC) e projetos de leis seja municipal, estadual e federal que venha ferir os direitos coletivos dos povos indígenas e quilombolas. Apresentamos as nossas propostas que reafirmam Qual economia queremos para Mato Grosso? E, ressaltamos a necessidade que essas sejam plenamente consideradas nos acordos advindos da Rio +20. Queremos uma economia que:

· Fortaleça os territórios indígenas, quilombolas, bem como as terras onde vivem os extrativistas, ribeirinhos, assentados, caixaras, retireiros, morroquianos, outras comunidades tradicionais e grupos sociais diversos. E, reconheça a importante contribuição dos saberes e valores destes povos e comunidades acima referidos na sustentabilidade dos territórios e da biodiversidade;

· Preserve a natureza e os direitos do usufruto coletivo, pois as políticas públicas não podem compreender que os impactos ambientais e sociais possam ser compensados em termos monetários. Consideramos que muitas realidades existentes em nossos territórios devem ser invioláveis, e impossíveis serem convertidas em valores financeiros. Reafirmamos a necessidade que sejamos ouvidos, e, considerados nossos posicionamentos;

· Considere a participação desses grupos em todas as etapas dos projetos e políticas públicas. Desde a sua concepção, planejamento até a gestão dos mesmos.

· Fortaleça os territórios tradicionais, que não enxergue nesses espaços uma oportunidade de saquear a biodiversidade e os saberes;

· Seja sustentável, ética e solidária;

· Reconheça e respeite nossos costumes, saberes, valores, línguas, crenças e modos de vida de quaisquer população tradicional e grupos sociais;

· Respeite a biodiversidade, terra, água e ar, nossa cultura, nossa espiritualidade e saúde;

· Seja promovida com cuidados ecológicos, buscando a aliança de saberes construídos tradicionalmente;

· Seja de pequena escala, de trocas e benefícios coletivos;

· Combata o crescimento e consumismo desenfreado, incentivando alternativas que busque a reutilização e reciclagem dos resíduos;

· Desmascare os impactos socioambientais dos médios e grandes empreendimentos (hidrovia, hidrelétricas, linhões, grandes lavouras, rodovias, ferrovias, etc);

· Valorize e priorize a sustentabilidade, a educação e a saúde de qualidade adequados aos nossos interesses, e, sobremaneira garanta nossos direitos, autonomia e autodeterminação nos nossos territórios;

· Queremos uma economia em que nossos bens (água, território, biodiversidade) não sejam transformados em mercadoria ou falsa solução para os problemas criados por terceiros, como são os projetos de REDD ou Pagamento por Serviços Ambientais.


Repudiamos a ideia mascarada da ECONOMIA VERDE que vem mais uma vez ferir os direitos ao usufruto dos bens coletivos destes povos tradicionais.
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domingo, 8 de abril de 2012

7º FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

WAGNER DE OLIVEIRA - GO
http://www.wagneroliveiragoias.blogspot.com.br/

7º FÓRUM BRASILEIRO 
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Salvador: 28-31 de março de 2012



Pelas ruas do 'Pelô' de Salvador,
educadores ambientais do Brasil

Participantes do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental carregam Globo Terrestre pelas ruas calçadas de pedra do Pelourinho - bairro no centro histórico da capital da Bahia. Mensagem com temática ambiental com muita música bem no estilo baiano. Em breve mais fotos do evento em Salvador

Educadores ambiental de todo o Brasil seguindo as meninas do Didá pelas ruas de pedra do Pelourinho que possui um conjunto arquitetônico colonial barroco português. "A palavra pelourinho se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, era, principalmente, usada para castigar escravos(Wikipédia)
Participação no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental da cantora, atriz, compositora, pesquisadora de Civilizações e ritos antigos, instrutora de mantra e yoga, ligada em estudos do Xamanismo e educadora ambiental Radha Vitória

Ao modo baiano de passar a mensagem de meio ambiente

Paulo Roberto Padilha cantando várias canções no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador

Vivianne Amaral fala do Café Rebea

Bandeira da Rede de Educação Ambiental da Bahia

De mãos dadas no Largo do Pelourinho

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental presente no Pelourinho

A Terra nas nossas mãos

Hora do Planeta com o grupo do WWF no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

Pelas ruas do Pelourinho atrás do Didá

Faixa da 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global no cortejo pelo Pelourinho
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De acordo com a leitora de Educação Ambiental em Goiás Camila, esses cactos próximos do oceano na região da Boca do Rio, em Salvador, estão em restinga, ecossistema que pertence ao bioma Mata Atlântica, que vai do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte e podem ser exóticos. Em breve mais fotos do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental realizado na Bahia

Mercado Modelo de Salvador visto a partir das vidraças do prédio do Elevador Lacerda. Este é apenas um dos ângulos de muitos que podem ser captados no local


Interior do Mercado Modelo de Salvador com centenas de bancas comercializando principalmente artesanatos


Camiseta vendida no Mercado Modelo chama a atenção com as antigas fitinhas com nomes de santos representando o cabelo da baiana


Outro ângulo do Elevador Lacerda e a feira de artesanatos na parte baixa da cidade e ao lado do Mercado Modelo


Menino observa a parte baixa da cidade de Salvador a partir do Elevador Lacerda. Escolas incentivam turismo levando os alunos para conhcecerem pontos turísticos da capital baiana


Flagrante na Ladeira do Carmo no Pelourinho. Homens pregam cartaz perguntando Até Quando? Referem-se ao tempo de restauração de alguns prédios. Alguns estão sendo restaurados e outros não

8º FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PODERÁ SER EM 2013 EM BELÉM DO PARÁ

8º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental poderá ser em 2013 em Belém do Pará
Abraço coletivo no escuro durante a Hora do Planeta no 7º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador. Belém do Pará poderá ser sede do próximo encontro de educadores ambientais e já em 2013. Abaixo várias fotos do evento dia a dia. Veja muito mais em breve


Momento do apagar as luzes com os representantes do WWF. Tudo no escuro só revelado pelas luzes do flashe. No auditório logo começaram a surgir as luzes dos celulares por todos os lados. A reflexão foi além... Sem luzes no teto mas com dezenas ou centenas de luzes de celulares por todo o auditório. Será que somos mesmo tão dependentes da tecnologia? O momento no escuro foi uma surpresa com sensações interessantes. Não dava para fotografar sem flashe, não dava para ver as pessoas, não dava para ler os cartazes. Mas dava para ver a grande quantidade de celulares iluminados como vagalumes de luzes contínuas


Arte pelas ruas de Salvador. Gosto de conhecer as cidades conhecendo sua cultura, seu povo, seus costumes, suas comidas, sua forma de falar e agir. Assim, em vários momentos vi baianos e baianos discutindo uma situação polêmica, que merecia um pouquinho mais de paciência no elevador, no trânsito, na hora de passar o troco. Realmente um grande aprendizado a partir da convivência mesmo que por poucos dias


Auditório Oxalá do Centro de Conveções da Bahia cheio até o momento da Colheita do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador


Outro ângulo do Elevador Lacerda que liga a parte alta da cidade histórica, do Pelourinho, a parte do comércio, inclusive ao Mercado Modelo. Recentemente o elevador ganhou iluminação controlada por computador com vários tipos de luzes e fica belíssimo a noite. Para subir ou descer tem de pagar 15 centavos


Moema Viezzer coordenou a 2ª Jornada Internacional: "A educação ambiental tem de chegar ao centro da vida cotidiana do sitema de educação e da gestão ambiental"


Trono utilizado por Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II em exposição na Igreja da Ordem 3ª Secular de São Francisco da Bahia, fundada em 1702


Protesto contra uso de energia nuclear durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Outro ângulo das ladeiras do Pelourinho com crianças de várias escolas da Bahia fazendo visitas às casas, prédios e igrejas centenárias: é o sempre conhecer para preservar


Doroty Martos coordenou mesa da Rio+20: "Não adianta cobrar se não ajudar a construir. Temos de fazer crítica construtiva, qualificada, mas precisamos participar do processo de construção da Cúpula dos Povos"


Igreja do Passo: local onde foi filmado "O pagador de promessas" há 50 anos. O acesso é a partir de uma das ladeiras do Pelourinho


Viviane Junqueira coordenou temática de resíduos sólidos: Sem educação ambiental não fazemos gestão de resíduos sólidos. Nós é que interagimos com o ser para a mudança"


Ruas do Pelourinho durante a noite. Muitas casas e prédios restaurados. Outros em restauração e outros aguardando. Mas à noite o que se teme é a segurança do turista

COMEÇOU A COLHEITA NO VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIETAL

Começou a colheita no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambietal
Marlene Alano Coelho Aguiar da Universidade Federal de Santa Catarina deu início a colheita na manhã de sábado: "Quero levar uma camiseta do VII Fórum mas ela é de poliester... E temos alternativas de fibras naturais como as de algodão. Na mesa dos palestrantes vejo copinhos de plástico descartáveis. No restaurante, pratos e talheres descartáveis, bandeja de isopor... Que tal nos próximos anos trazermos nossas canecas?


Paulo Roberto Padilha cantou várias músicas inclusive com letras de Carlos Rodrigues Brandão


Carlos Rodrigues Brandão (Unicamp): "Somos todos seres em mutação"

VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL TOMA AS RUAS DO PELOURINHO

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental toma as ruas do Pelourinho
Ao "som dos tambores" das moças do Didá do Pelourinho participantes do VII Fórum desceram as ladeiras calçadas de pedras com faixas, cartazes e dois grandes balões representando o Globo Terrestre. Evento em Salvador vai até sábado 31 de março no Centro de Convenções da Bahia com mesas redondas, oficinas e a colheita do VII Fórum


Escola de Música Didá puxando o cortejo nas ruas calçadas com pedras no Pelourinho em Salvador


Bandeira do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental no Pelourinho: Rumo a Rio+20 e as Sociedades Sustentáveis


Antônio Donato Nobre: "A biodiversidade tem função essencial na regulação dos ambientes planetários"


Cortejo no Pelourinho


Espaço da REIA-Goiás e Projeto Renascer


Grupo Giramundo fez belo trabalho com danças circulares sagradas durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador. De mãos dadas em roda ou aos pares os participantes do evento reviveram as danças tradicionais dos povos e celebraram a vida. Na sexta -feira, 30, um dos pontos altos do evento será a realização de um cortejo "Rumo a Rio+20' ao Centro Histórico Pelourinho


Marcos Arruda propôs a todos fecharem os olhos para uma reflexão: "Somos seres evolutivos. Temos a tarefa da Mãe Natureza de regermos nosso desenvolvimento"


Marcos Terena dos índios conhecidos como cavaleiros do Mato Grosso do Sul que hoje andam de bicicleta, moto...: " "Todo mundo sabe o que é oca, casa. Já cari era um peixinho muito feinho que tinha no Rio de Janeiro. Por isso que quem nasce no Rio de Janeiro tem orgulho de dizer 'Sou carioca'"


Com as baianas Dejanira e Mãe Conceição que participou da mesa redonda "Visões de mundo e suas relações com a Educação Ambiental", Detalhe: camiseta com página do blog Educação Ambiental em Goiás


A dança circular valoriza a cooperação, a diversidade e a inclusão


Preparação de bandeiras e faixas para cortejo até o Pelourinho "Rumo a Rio+20"


Revivendo as danças tradicionais dos povos e celebrando a vida


Cacique Cafuzo Tukumbó Dyeguaká Robson Miguel discutindo infanticídio indígena: "De 235 etnias indígenas só 13 praticam o infanticídio"


Grupo Giramundo - Danças circulares


Canções para o verde, mantras e dança com Radha Vitória e seu grupo antes de mesa redonda

MAIS DE 2600 PARTICIPAM DO VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SALVADOR

Mais de 2600 participam do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador
Cacique cafuso tukumbó Dyeguaka Robson Miguel e sua esposa índia Tikuna do Amazonas We'e'ena-onça Miguel cantaram o Hino Nacional em tupi-guarani na abertura do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador-Bahia. Evento vai até sábado e você acompanha aqui em Educação Ambiental em Goiás


Oficina frevos e dobrados do Pelourinho se apresentando no final da abertura do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Flautistas da Oficina de frevos e dobrados do Pelourinho


Ao som da oficina de frevos e dobrados do Pelourinho no final da abertura do evento todos etraram na roda


Apresentação da Oficina de frevos e dobrados de Salvador que tem sede no Pelourinho regida pelo maestro Fred Dantas


Coordenadora do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental Maria Cristina Nascimento Vieira


Educadora Ambiental Jacqueline Guerreiro


Educadora ambiental professora do Mato Grosso Michèle Sato


Abertura do evento na quarta-feira a noite no auditório Yemanja do Centro de Conveções da Bahia


Governador da Bahia Jaques Wagner em discurso e inclusive respondendo a perguntas de protesto


Participantes do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador: 2600 pessoas inscritas

MUITAS FILAS NO PRIMEIRO DIA DO VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SALVADOR - BAHIA

Muitas filas no primeiro dia do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador - Bahia
Participantes do evento aguardam na fila para fazer inscrição para minicursos. O evento já conta com mais de 2600 inscritos de todo o Brasil. Abertura oficial será à noite no Centro de Cultura e Convenções da Bahia.


Luiz Figueiredo Afonso da organização do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental dando explicações sobre os atrasos nas inscrições para o evento e as oficinas: "Sou voluntário, de São Paulo, e estou cooperando com a organização do evento. Só será possível um minicurso para cada pessoa. Não tem como quatro minicursos para cada pessoa porque são 2600 inscritos"


Amigas de fila de minicurso: Yuara de Goiás e Amanda do Rio de Janeiro. Essa amizade pode gerar uma viagem para a RIO+20 e SABC em Goiânia

'MEU REI', JÁ COMEÇOU O VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM SALVADOR, NA BAHIA

'Meu Rei', já começou o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Salvador, na Bahia
Déborah Dias, Rogério Wong e Denise Minichelli do Sesc de São Paulo sentem o calor de Salvador. Na fila da inscrição muitos usam leque ou improvisam. Mas o que importa é a animação para o evento que você acompanha aqui em Educação Ambiental em Goiás


E quem não chegou cedo está em filas enormes para inscrição


Entrada do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental


Chegando a Salvador: o oceano e as luzes da cidade


Vista da orla e do mar em Salvador a partir do Centro de Convenções


Entrada do Centro de Convenções da Bahia